| Comemos com os olhos! Isto é
uma máxima inquestionável.
Por tanto todo processo que envolve o consumo de determinados alimentos
estão diretamente ligado ao visual.

Estatisticamente sabemos que 85% das compras em supermercado
são por impulso.
O que devemos é saber acionar este impulso.
Mas estamos falando de venda já no varejo.
Mas então, por que a vitrina promocional (eventos e feiras)
se faz tão necessária, já que estamos falando
em compra por atacado em uma feira ?
O principio é o mesmo venda de atacado e venda
de varejo, o que muda é para quem estaremos dando nosso recado.
Despertar um impulso para comprar um biscoito é
relativamente fácil, mas para comprar algumas toneladas deste
produto a história muda de figura.
Vamos primeiramente entender o ambiente feira.
Em uma feira temos centenas de concorrentes expondo
seus produtos e imagem no mesmo espaço físico e com
tempo determinado para que cada um mostre "a que veio".
Em muitos casos algumas marcas não vão
à feira para vender, mas sim para fazer manutenção
de sua imagem e marcar presença, até mesmo com objetivo
de que sua concorrência não ocupe seu espaço
no mercado.
Seja qual for o motivo que uma empresa participa
de uma feira, exige da mesma um grande investimento de tempo e dinheiro.
E de maneira geral todas estão lá mostrando o seu
melhor.
E o melhor de qualquer empresa aos olhos dos clientes
sem sombra de dúvidas é o seu PRODUTO.
Existe uma contradição imensa que podemos
observar na maioria das feiras de alimento pelo mundo. Em busca
de imagem forte nas feiras a indústria gasta milhões,
os stands cada vez mais com grandes estruturas (excelentes), equipes
promocionais muito bem treinadas, enfim, os stands estão
ficando cada vez mais milionários.
Mas e o produto?
Com honrosas exceções, eles vêem
no projeto do stand em segundo plano.
E isto, podemos afirmar com tranqüilidade, afinal
nos últimos 18 anos venho participando de diversos projetos
que a exposição de produtos é a ultima etapa
a ser resolvida, consequentemente nunca existe verba e em 80% dos
projetos o espaço da vitrina não está em harmonia
com o produto e na sua totalidade a iluminação é
inadequada.
Mas isto ocorre porque não houve sincronia
entre o projeto da montadora e a equipe de VM (vitrinistas) o que
fatalmente reverterá em um visual pouco atraente perto de
toda a imponência do stand.
Mas quem deve ver a vitrina? Montadora, agência
ou indústria?
Na verdade este processo sobre o produto de vir de
uma agência, que depura todas as informações
e as passa ao vitrinista, o contato com o cliente final é
inevitável neste processo, por tanto o cliente (indústria)
falar direto com o vitrinista também é correto.
O ideal é sempre consultar um vitrinista antes
de projetar a vitrina, inclusive uma forte tendência de mercado
é a montadora ter a consultoria de um vitrinista antes de
apresentar o projeto final ao cliente.
Projeto
Quando projetamos uma vitrina para feira devemos
levar em consideração alguns pontos importantes da
estrutura, como:
- Se o stand é de esquina ou meio do
corredor
- A largura do corredor
- O pé direito do stand
- A visibilidade que a vitrina terá
a distância
- A iluminação
- A quantidade de produto exposto
- Se a vitrina será inteira ou parcialmente
fechada
- Se é, necessário se ter acesso
aos produtos expostos.
- Se é, vitrina construída ou
octanormi ou semi-construída.
- Qual o peso que a estrutura suporta
E assim por diante.
Não existe a possibilidade de se projetar nenhuma vitrina
sem ter todas estas questões previamente resolvidas.
Mas ainda existem outros itens a serem observados,
como:
Altura
Você deve ter em sua mente como fica o corredor
de uma feira, normalmente lotado, concorda! O que prejudica a visibilidade
de sua vitrina a certa distância.
Por este fator buscamos optar por vitrina aérea.
Mas um fator determinante é a altura que começa a
exposição do seu produto, nunca (e é nunca
mesmo), deve partir do nível do piso, principalmente porque
estamos falando em alimento. Todo alimento exposto deve partir de
80 cm do piso do stand. É inconcebível alimento no
piso.
Iluminação
Em busca de um stand imponente criamos pés
direto altíssimos, o que realmente é muito bom para
visibilidade do espaço e dar certo ar de solidez, porém
a iluminação da vitrina deve ser tratada independente
desta altura.
Afinal não existe luz alguma que consegue atingir um foco
a 4 ou 6 metros de distância.
A luz da vitrina deve estar em uma distância
adequada e ter um foco em cada grupo de produto, porém por
se tratar de alimento deve existir também a luz geral que
leva claridade a exposição.
Caso sua vitrina seja fechada, tome cuidado com a
luz, que poderá danificar o seu produto, tanto desbotando
a cor da embalagem até o ponto de derreter margarinas, chocolates,
etc.
Criação
Existe um padrão pré-concebido de que
vitrina de alimento basta expor as embalagens.
E neste caso temos aqui um grande engano, a vitrina complementa
a identificação da marca, assim como transmite uma
mensagem importante ao cliente.
Ela é afirmação de quem é esta empresa
e categoriza o seu produto.
Através de uma vitrina podemos fazer uma leitura completa
da empresa, tanto no aspecto produto quanto no aspecto corporação.
E com tanto em jogo, vamos perder a oportunidade
de declarar a todos "quem somos"? Definitivamente não,
então mãos a obra e criatividade a mil.
Respeite alguns pontos, como público alvo
a ser atingido, espaço físico disponível e
não se limite. Apenas tenha uma boa dose de bom senso para
não criar poluição visual e nem perder o foco
no produto, afinal ele deve ser o grande destaque de sua vitrina.
Patrícia Rodrigues é coordenadora geral
da Vitrina&Cia - para ler outras matérias acesse o site
http://www.vitrinaecia.com.br
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